Recuperação judicial das Casas Bahia: desafios para a continuidade das operações
Marcelo Tostes analisa os desafios da recuperação judicial das Casas Bahia e os impactos do processo sobre crédito, fornecedores e continuidade do negócio.
A recuperação judicial das Casas Bahia, com passivo informado de R$ 17,3 bilhões, coloca em evidência os desafios enfrentados por grandes empresas do varejo em um cenário de margens reduzidas, necessidade elevada de capital e maior dificuldade de acesso a crédito e fornecedores.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Marcelo Tostes, sócio-fundador do Marcelo Tostes Advogados e especialista em Direito Empresarial, analisou os desafios que a companhia deverá enfrentar durante o processo de recuperação. Tostes atuou por cinco anos como advogado do Grupo Casas Bahia.
“Preocupante é que a margem de lucro do varejo é muito pequena, entre 2% e 3%, e o capital necessário é muito grande. […] Quem vai vender para uma empresa em situação de RJ [recuperação judicial], quer garantia”, destacou.
A análise chama atenção para um dos pontos sensíveis de uma recuperação judicial no varejo: além da reestruturação das dívidas, a empresa precisa preservar relações comerciais, manter o abastecimento e assegurar condições para a continuidade de suas operações.
Leia a matéria completa na Folha de S.Paulo e confira a análise de Marcelo Tostes sobre o caso.







